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Robert Vandersee Spillare

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Robert Vandersee Spillare é um escritor ítalo-brasileiro e pesquisador genealógico cuja obra transita entre memória, investigação histórica e criação literária.

Cresci em meio a histórias que carregavam ao mesmo tempo orgulho de pertencimento e a saudade de perdas irreversíveis. Cresci ouvindo diferentes idiomas, em uma casa onde a cozinha era ponto de encontro, conversa e permanência — um espaço onde as narrativas circulavam com naturalidade, como parte da vida cotidiana.

A pesquisa foi o primeiro caminho. A escrita, porém, sempre esteve presente e encontrou, com o tempo, diferentes formas de expressão. Sou pesquisador genealógico há mais de duas décadas, com trabalhos construídos a partir da investigação de arquivos históricos, registros familiares e trajetórias ligadas à imigração europeia no Brasil, unindo observação documental e sensibilidade narrativa.

Ao longo dos anos, publiquei obras e artigos no Brasil e no exterior, explorando diferentes formas de narrar o passado. Dessa experiência surgiu também o impulso literário: transformar vestígios históricos em histórias vivas, onde pessoas comuns e memórias esquecidas ocupam o centro da narrativa.

Com o tempo, passei a escrever de forma mais ampla e livre. Do registro histórico ao romance baseado em fatos reais, e mais tarde à ficção épica e à literatura de imaginação, minha escrita sempre retornou a um mesmo eixo: dar voz ao que foi esquecido, interrompido ou silenciado. Não por acaso, muitas das narrativas que escrevo são atravessadas por figuras humanas comuns, especialmente femininas, cujas histórias permanecem à margem dos registros formais.

Escrevo por amor à memória. Porque encontrei na escrita uma forma de materializar o ato de lembrar, de preservar o que tende a desaparecer e de reconstituir, ainda que parcialmente, aquilo que o tempo fragmenta.

Minha trajetória inclui reconhecimento institucional, com a Honra ao Mérito da Câmara Municipal de Vitória (2024) e a Comenda Braz da Costa Rubim (2025), em função da contribuição à pesquisa genealógica e histórica. Ocupo a cadeira nº 7 da Academia Aracruzense de Letras, na condição de membro correspondente, tendo como patrono Francisco Schwartz.

Resido em Bristol, no Reino Unido, onde sigo trabalhando entre pesquisa, escrita e projetos literários. Essa posição entre geografias também atravessa minha obra, marcada por temas como deslocamento, permanência e identidade.

Robert.

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