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ACAL - Academia Aracruzense de Letras
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A Academia Aracruzense de Letras nasceu em 20/11/2013 com o propósito de promover a literatura, incentivar a leitura e contribuir para o desenvolvimento cultural da região. Ao longo dos anos, consolidou-se como um espaço dedicado à valorização da palavra escrita, da memória e da produção intelectual, reunindo escritores, pesquisadores e agentes culturais comprometidos com a preservação e difusão do conhecimento.
Em uma época marcada pela velocidade da informação e pela efemeridade dos registros, instituições como a Academia assumem um papel fundamental: preservar histórias, estimular a reflexão e manter vivo o diálogo entre passado, presente e futuro por meio da literatura e da cultura.
Em 2025, passei a integrar a Academia Aracruzense de Letras como membro correspondente da Cadeira nº 7, tendo como Patrono Francisco Schwarz. Mais do que um marco em minha trajetória, essa posse representou a oportunidade de fazer parte de uma instituição cuja missão dialoga profundamente com valores que acompanham minha vida e minha escrita: a preservação da memória, a valorização das histórias humanas e a crença de que palavras têm o poder de atravessar gerações.

Fonte: Suplemento Especial de A Tribuna - Caldeamento
Capixaba de 30/10/1994.
datas e registros, mas também a história de homens e mulheres que atravessaram oceanos em busca de uma nova vida.
Foram famílias que enfrentaram o desconhecido, trabalharam arduamente para sobreviver em uma terra distante, adaptaram-se a uma nova realidade, sofreram perdas, despedidas e desafios. Décadas depois de sua chegada, muitas delas ainda enfrentariam perseguições e restrições em um país que haviam ajudado a construir. Ainda assim, permaneceram. Criaram raízes, formaram comunidades, preservaram tradições e continuaram florescendo geração após geração.
Talvez seja justamente essa capacidade de resistência, permanência e reconstrução que mais me aproxima da obra de Francisco Schwartz. Ao resgatar a memória dessas famílias, ele preservou muito mais do que genealogias: preservou histórias humanas. Histórias que continuam ecoando através dos descendentes e que, de diferentes formas, também inspiram minha própria trajetória como pesquisador e escritor.
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Meu Patrono: Francisco Schwartz
Francisco Schwartz (1916–1995)
Filho de Ernestina e Carlos Otto Schwartz, Francisco Schwartz nasceu em Santa Leopoldina em uma época em que a identidade das comunidades de imigração ainda era profundamente preservada no cotidiano. Sua vida atravessou diferentes momentos da história regional, desde os últimos anos da prosperidade econômica de Santa Leopoldina até o período de nacionalização promovido durante a Era Vargas, que impactou profundamente diversas famílias de origem europeia.
Técnico agrícola, político, artista plástico e escritor, deixou importante contribuição para a preservação da memória histórica da região. Entre suas obras destaca-se Famílias de Santa Leopoldina, um trabalho de grande valor documental que registrou a trajetória de inúmeras famílias imigrantes que ajudaram a construir a história do município, entre elas a minha própria família.
A escolha de Francisco Schwartz como patrono da Cadeira nº 7 nasce de uma identificação profunda com sua obra e com a forma como compreendeu a importância da memória familiar. Em seus escritos encontrei não apenas nomes,